
O termo “narcisismo” tem sido muito utilizado ultimamente, mas o abuso narcisista vai muito além da simples vaidade. Trata-se de um padrão de manipulação psicológica invisível e devastador, que ocorre em relacionamentos amorosos, familiares ou até profissionais.
Quem passa por isso frequentemente se sente confuso, culpado e com a identidade fragmentada. Entender que esse abuso segue um roteiro previsível é a chave para começar o processo de libertação e cura.
A recuperação do abuso narcisista começa quando você para de tentar entender por que eles fizeram isso e começa a entender por que você aceitou que fizessem com você
O Ciclo do Abuso Narcisista
Diferente de outras formas de violência, o abuso narcisista é cíclico e intercala momentos de “muito amor” com momentos de profunda desvalorização. Esse ciclo geralmente se divide em três fases:
Idealização (Love Bombing): No início, o abusador te coloca em um pedestal. É um excesso de atenção, elogios e promessas. Você sente que encontrou sua “alma gêmea”. O objetivo aqui é criar uma dependência emocional rápida.
Desvalorização: Gradualmente, os elogios dão lugar a críticas sutis, sarcasmo e desprezo. O abusador começa a minar sua confiança, fazendo você sentir que nunca é bom o suficiente. É aqui que surgem táticas como o gaslighting (fazer você duvidar da sua própria percepção da realidade).
Descarte: Quando você não serve mais aos propósitos do abusador ou quando você começa a impor limites, ele te descarta de forma fria e cruel, muitas vezes já tendo um “substituto” engatilhado.
Táticas Comuns de Manipulação
Para manter o controle, o perfil narcisista utiliza ferramentas psicológicas específicas:
Gaslighting: Negar fatos que aconteceram para que a vítima questione sua própria sanidade.
Triangulação: Trazer uma terceira pessoa (um ex, um amigo ou colega) para a dinâmica do casal, gerando ciúme e insegurança na vítima.
Projeção: Atribuir à vítima os seus próprios comportamentos negativos. Se o abusador mentiu, ele acusará a vítima de ser mentirosa.
Vitimismo: Sempre que confrontado, o abusador inverte o jogo e se coloca como a verdadeira vítima da situação.
Por que as cicatrizes são invisíveis?
As marcas do abuso narcisista não estão na pele, mas na mente. A vítima costuma apresentar sintomas de Estresse Pós-Traumático (TEPT), ansiedade generalizada, hipervigilância e uma sensação constante de “vazio”.
A recuperação é difícil porque o abusador isola a vítima de sua rede de apoio, fazendo-a acreditar que ninguém mais a entenderia ou a amaria.
O Caminho para a Libertação
Sair desse ciclo exige uma estratégia cuidadosa:
Você merece recuperar sua paz
Sou a Psicóloga Sabrina Barros. Atuo auxiliando pessoas que sobreviveram a relacionamentos abusivos a resgatarem sua identidade e a processarem o trauma da manipulação. Saiba que existe vida — e muita felicidade — após o narcisismo.
